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Café Octavio aposta na linha Premium e desembarca em NY (21/10/2009)
As lembranças de infância são marcantes. O cheiro do bolo assando, o café fumegante, fresquinho, passando no coador de pano. No quintal, o café secando no terreiro. Com estas lembranças, o ex-governador do Estado de São Paulo, Orestes Quércia, entra no mercado de café premium com a marca Octávio, em homenagem ao pai, grande cafeicultor.
O gosto pelo campo sempre esteve presente na família, que na última década resolveu apostar na produção de um café competitivo, de melhor qualidade. “Antes, o brasileiro bebia um café de péssima qualidade. Nos últimos anos houve grandes investimentos em pesquisa nessa área, pois é um mercado que está em crescimento e está despertando na população o interesse em consumir um café de qualidade, pois a bebida faz parte da cultura do brasileiro”, comenta o político e produtor Orestes Quércia.
A fazenda Nossa Senhora Aparecida, localizada em Pedregulho, no interior de São Paulo, é responsável pela produção dos grãos que abastecem as Cafeterias Octávio. “São 1.200 hectares, sendo 20% desta área irrigados, pois a região apresenta índices pluviométricos favoráveis ao café, em torno de 1.800 milímetros por ano. A produtividade chega a 40 sacas por hectare, mas com média de 35 sacas, dependendo da qualidade do solo”, explica Quércia.
Tipo Exportação
Em novembro, o Café Octávio dá um novo passo para se firmar como café premium no exterior e entrar num seleto grupo de cafés especiais produzidos nas diversas regiões do mundo. “O mercado internacional está muito bom para os cafés premium, tanto que estaremos lançando em novembro, em Nova York, a nossa marca Octávio, produzida através da Dallis Coffee, uma torrefação quase secular, que compramos três anos atrás”, revela o ex-governador paulista.
Crise
O ex-governador também está atento à crise na cafeicultura, mas prega uma independência do setor frente ao governo. “Uma das vantagens que encontramos hoje é não termos a interferência do IBC (Instituto Brasileiro do Café). Só podíamos vender a produção para o governo, que praticava os preços que desejava e somente ele (o governo) podia exportar. Hoje, o próprio produtor pode exportar sua produção, embora os preços e os custos do café não estejam tão bons”, recorda Quércia.
Para driblar a crise, a aposta de Quércia é investir em manejo correto, uso de novas técnicas e implantar a mecanização nos cafezais. “A crise afeta principalmente os produtores que estão em regiões com topografia acidentada, como é o caso de Minas Gerais, onde fica difícil implantar uma mecanização adequada, tornando o custo de produção mineiro elevado, já que a colheita é feita manualmente”.
Fonte: Campo News
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